Vig
Pedro corria pelas ruelas da vila. Estreitas e sombrias as ruelas passavam por todos os pontos da pequena ilha. As casas com as portas baixas pareciam casas de anões de histórias de encantar. Pedro parou. Olhou à sua volta e viu todo o tipo de sombras, umas grandes, outras pequenas, que pareciam agarrá-lo e puxá-lo para a escuridão dos recantos sombrios das ruelas. Ouviu todo tipo de sons, gritos roucos abafados pelas nuvens baixas daquele dia com um nevoeiro quase opaco. Ouviu longínquas querelas vindas do porto, onde os marinheiros discutiam os preços dos peixes.
Pedro continuou a andar pelas ruas, com as mãos nos bolsos por causa do frio daquela manhã. Era um homem alto, robusto com cabelo castanho. Tinha olhos azuis, era um típico nórdico habituado ao frio cortante das manhãs.
Ao longe viu uma cafetaria. Correu para ela, pois apetecia-lhe um bom e quente chá. Abriu a porta do estabelecimento e deu uma grande cabeçada na porta. A porta era incrivelmente baixa, e Pedro tinha que se curvar para conseguir passar. Quando entrou na confeitaria perguntou:
- Por que é que as portas das casas são baixas?
- Porque antigamente… – começou a contar o dono da loja, oferecendo um chá e um croissant ao visitante – quando o povo de Vig era invadido, os invasores tinham que se curvar para entrar nas nossas casas, e isso era sinal de respeito!
- Mas agora, por que é que ainda têm as portas assim, se ninguém vos invade? – perguntou Pedro, mexendo delicadamente o chá.
- É tradição! E as tradições são para se cumprir – respondeu o comerciante.
Na sala não estava mais ninguém, só ele, a tomar um doce e quente chá, contemplando o exterior da loja. Depois de ter tomado o chá, e comido o croissant levantou-se.
- Foi um prazer conhecê-lo. E agora vou estar mais atento quando entrar nas casas! – bradou o visitante.
- O prazer foi todo meu. – disse o dono da loja.
Pedro saiu da loja. Teve logo um arrepio espinha acima e pensou” Ilha estranha…”, e continuou a andar pelas ruelas, ouvindo ruídos, vendo sombras, mas pensando no agradável que seria viver naquela paz e harmonia com o mundo, com a Natureza e com as pessoas.
Tiago Pinto, 7ºA
O tamanho de uma vénia
Na ilha de Vig, no mar do Norte, vivia um senhor muito baixo, de cabelos brancos e olhos de um verde lima muito bonito. Seu nome era Gustav.
Gustav vivia numa ruela muito estreitinha e escura. Raramente o sol a iluminava. Todas as casas tinham portas muito baixas e estreitas, todas as pessoas se tinham de curvar para entrar nas casas, parecendo que estavam a fazer uma vénia. Mas Gustav era tão baixo que não precisava de se curvar. Todos os habitantes o olhavam de lado, comentavam uns com os outros que ele era mal-educado. Ele interpretava isto como um problema. Tudo isto começara quando Gustav fora a casa de uma vizinha e se deparou com o facto de ser tão pequeno que não se curvava ao entrar na casa da vizinha. Esta ficou muito furiosa, pois ele não se tinha curvado perante si.
Todas as noites o velho Gustav imaginava como era triste a sua vida sem amigos. Desde aquele incidente, ele nunca mais falara com ninguém a não ser com a senhora Anna, uma velha muito velha de cabelos pintados e olhos castanhos muito expressivos. Gustav teve uma ideia! Iria a casa de Anna e falaria com ela para ela o ajudar. Saiu de casa e correu para casa da sua velha amiga. Bateu à porta e Anna abriu.
- Bom dia, Gustav! Há tanto tempo! Em que te posso ser útil? – questionou Anna.
- Bom dia, Anna. Deixa-me entrar e logo te contarei. – respondeu o velho.
Anna nem se apercebeu que ele não se tinha curvado e guiou-o até uma sala muito pequena. Depois de um grande diálogo, Anna acabou por dizer:
- Gustav, esse problema é muito fácil de resolver… mesmo que não tenhas tamanho suficiente para te curvares, curvas-te na mesma.
E assim terminou o grande problema do velho Gustav! Começou a curvar-se mesmo não tendo o tamanho que chegasse para se curvar e fazer uma vénia.
Catarina Araújo, 7ºA
Biografia
Tiago Miguel Correia de Melo Russell Pinto nascido a 4/12/1999 no Porto, Portugal, tem feitos agora 12 anos. Atualmente vive no Porto, na Rua da Vigorosa. Vive com a sua irmã de 16 anos, e com os seus pais. É um jovem alto, pouco moreno, tem olhos castanhos e cabelo cor de avelã.
Joga futebol no Colégio das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, colégio que frequenta desde os três anos, e a sua equipa preferida é o Futebol Clube do Porto. Um dos grandes sonhos de Tiago era jogar hóquei em patins. Adora ler e escrever, principalmente descrições de locais, países, coisas, localidades…, mas também gosta de jogar playstation e de estar ao computador.
Biografia
Catarina Mota Araújo nasceu em 1999 em V. N. Gaia. É filha única e vive atualmente no Porto com os pais.
Frequenta o Colégio das Escravas do Sagrado Coração de Jesus desde o 5º ano. A sua integração no colégio não poderia ter sido melhor: adora o espaço, os amigos, os professores,… tudo! Sente-se feliz neste espaço, razão pela qual ficará no colégio até terminar o 9º ano. Encontra-se, neste momento, a frequentar o 7º ano (turma A).
Já praticou vários desportos, karaté, judo, natação, basquete, mas a ginástica acrobática é a sua atividade de eleição.
Adora viajar para locais onde o sol, o mar e as piscinas estejam sempre por perto. É sociável, simpática, divertida e adora uma boa conversa com os amigos.