Os valores de Mónica

Depois de ler o texto de Sophia de Mello Breyner “Retrato de Mónica” e de reflectir sobre a sua mensagem, concluí que a autora faz referência a diferentes sentimentos e à forma como são utilizados pela personagem principal, Mónica. Na minha opinião, Sophia de Mello Breyner quer-nos mostrar que existem diversos caminhos na nossa vida e que cada um de nós tem hipótese de os conhecer e de os seguir ou não. Em primeiro lugar, aparece-nos a situação do amor: este pode-se revelar em situações que ocorrem à nossa volta e exprime-se em afectos, em confiança e em convívio. Ora, se Mónica se preocupa mais com a sua vida a nível de aparência (escolhendo até os seus amigos de forma oportunista), torna-se difícil amar e ser amada. Muitas vezes, o mesmo nos acontece: quando magoamos alguém apenas porque nos preocupamos só connosco, sendo egoístas, estamos a negar o amor. O que diferencia a maioria das pessoas de Mónica é que, quando nos esquecemos deste sentimento, acabamos por sentir a falta dele e voltamos intuitivamente a amar e ser amados. Mas Mónica não age por intuição e pensa demasiado, o que se tende a tornar num enorme problema. O ser humano tem os sentimentos para serem usados de uma forma inocente, funcionando por intuição. Caso não fosse assim, estávamos limitados a aprender apenas o que vem nos livros e a usar a nossa inteligência científica. A referência à santidade leva-nos para um carácter mais espiritual de cada um. Na nossa religião costuma-se dizer que os pecadores têm sempre uma segunda hipótese de se redimirem. Apesar de Mónica não pecar contra os outros, peca consigo mesma, não conseguindo construir uma maturidade psicológica capaz de alcançar a sua perfeição e sucesso a nível físico e social. Porém, existe sempre uma oportunidade para cada um, e talvez um dia Mónica seja capaz de “abrir portas” para a santidade, de forma a poder ter uma vida pura e feliz como o Homem tanto deseja desde o dia do seu nascimento. Inês Carvalho, 9ºB

 

Inês Sofia Almeida Carvalho nasceu no Hospital da Ordem da Lapa no Porto, a 18 de Fevereiro de 1995.
Desde muito cedo mostrou interesse pelo mundo das palavras, ditando as histórias antes de as saber escrever, associando-as depois às suas próprias ilustrações.
Frequentou o Jardim de Infância CEPI Aurélia de Sousa, saindo um ano para o Funchal, passando depois para a EB1 de Costa Cabral. Entrou no Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus em 2005 para o 5º ano.
Nos tempos livres, pratica ballet clássico e contemporâneo, paixão que descobriu aos 5 anos quando ingressou na Academia de Bailado Fernanda Canossa, onde ainda se mantém. Outra das suas paixões é o teatro, fazendo sempre que possível cursos nesta área. Este ano está a descobrir o prazer da música, frequentando as aulas de guitarra do colégio.
A entrada no Externato das Escravas despertou-lhe o gosto pela ajuda humanitária e tem como objectivo um dia fazer uma missão num dos países subdesenvolvidos.
Quanto ao futuro, ainda não sabe definitivamente a área que vai seguir, mas gostaria que englobasse as áreas artísticas e as relações humanas. Por agora, aproveita o último ano passado no colégio para consolidar amizades, algumas delas recentemente descobertas.