A um toque de telemóvel:  uma forma de vida, ou uma vida que deforma?

 

Este título facilmente nos remete para uma simples pergunta: será o telemóvel uma invenção positiva e útil? Ou estará a mudar as nossas vidas negativamente? Afinal, hoje em dia não é preciso muito para falar com alguém que esteja em qualquer parte do mundo. 

É um facto. Cada vez mais, os jovens de hoje em dia sentem uma grande necessidade de ter um telemóvel, por vezes mais que um, e cada vez mais cedo. Há quem defenda que tal coisa não se justifica, já que a maioria das crianças e pré-adolescentes fazem uma vida entre a escola e casa, ou seja, sem nunca estarem sozinhos ou sem meios de comunicação por perto. Afinal, afirmam os mais velhos, dantes nada disto existia e as pessoas passavam bem sem este objecto no bolso.

Para além dos danos à saúde, causados pela radiação emitida por este aparelhos que podem levar a problemas cerebrais e cardíacos, há o factor social e interpessoal, já que podemos verificar que hoje em dia, muita gente prefere recorrer a uma chamada telefónica do que ter de se deslocar a algum lado para discutir um assunto ou problema com alguém. Estas pessoas podem ficar com a ideia de vida social alterada, se preferirem ouvir uma voz a interagir directamente com alguém.

Como em tudo, há também quem pense que essa ideia não passa de um exagero; afinal, o telemóvel é muito útil, por exemplo, numa situação de emergência em que se precise de chamar o INEM. Relativamente ao factor social, também há quem argumente que as pessoas não ficam com a ideia de socializar alterada; pelo contrário, comunicam mais, e mais vezes, tornando-se mais fácil fazer uma chamada rápida do que procurar uma cabine telefónica, ou mesmo ir ter com a pessoa. Além disso, os correios são inúteis em questões simples, rápidas ou urgentes.

Concluindo, posso dizer que ambos os lados estão bem protegidos, mas eu tenho a minha própria opinião. Acho que apesar de todos os problemas por ele criados, o telemóvel é quase indispensável no dia-a-dia, já que nunca sabemos o que nos espera, ou quando vamos precisar de falar com alguém. No entanto, não acho que um adolescente necessite de um antes dos 12 ou 13 anos de idade. Como o provérbio diz, “Depressa e bem há pouco quem”, ou seja, não vamos interferir no crescimento natural de uma criança, que pode não ter maturidade suficiente para saber utilizar um telemóvel apropriadamente, correndo riscos de ser afectada por este.

 Sara Rosas 9ºB

 

Biografia

Sara Moniz Rosas vive no Porto, onde nasceu a 12 de Abril de 1993. Frequenta desde os 3 anos o Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus do Porto, estando neste momento no 9º ano do Ensino Básico, na turma B. Para além disso, como actividades extracurriculares, participa num grupo de dança, MTV Fashion, e frequenta o ginásio Fashion Club das Antas. Aprende também inglês no Encounter English da Av. Fernão de Magalhães desde os 10 anos. Antes disso, já praticou ballet, karaté, ténis, natação e toca flauta de bisel (contralto e soprano).

 Desde sempre gosta de escrever, principalmente poesia. Sonha um dia ter tempo para escrever um livro, provavelmente um romance. Além disso, gosta de sair com os amigos, ir ao cinema e às compras, ou apenas passear. Nos seus tempos livres, o que mais gosta de fazer é utilizar o computador e ouvir música.

 Gosta bastante de ler, algo que faz constantemente. Afirma que os livros que mais a marcaram até hoje foram A Menina Que Não Queria Falar de Torey Haiden, o Diário de Anne Frank, A Casa dos Horrores de Jacques Lanzmann, Coragem de Viver de Bethany Hamilton e muitos dos livros de Nicholas Sparks, como Juntos ao Luar e Quem Ama Acredita.

 O seu sonho é seguir Bioquímica, e conseguir alcançar os seus objectivos: ter uma família feliz, estável e saudável.