O trânsito

Observo o trânsito numa hora de ponta. Vejo um grupo criado por indivíduos distintos que, no entanto, criam o grupo mais homogéneo - o trânsito, consumido pela sua muito nobre função de mover mão-de-obra para as engrenagens de uma máquina corrupta, suja, possuidora de tudo o que sabemos e que oferece dinheiro a quem menos precisa: o capitalismo.
No entanto em tanta homogeneidade há sempre uma excepção… o excluído, o inútil, o peso desnecessário, o velho e obsoleto posto logo num canto quase como uma punição: um dos muitos carros não se move e, então, é posto no canto da estrada (como um velho incapacitado de uma família). Um só e destrói, desordena e inutiliza todos os milhares que o rodeiam. Então aquela via que alimentava a vil máquina…pára. Duarte Branco, 9ºA

Duarte Branco nasceu em Guimarães em 14 de Julho de 1995 e permaneceu lá os primeiros seis meses de vida.
Veio bastante cedo para o Porto e vive, desde os seis meses de vida, nas Antas num apartamento.
Desde sempre foi muito curioso por cultura geral e por saber mais acerca dos mais variados assuntos, com maior destaque para carros, Tecnologia, Ciências e História.

O Duarte assume-se como uma pessoa correcta e que gosta de ajudar. É muito frontal, mas também um bocado “distante”, calculista, individualista e desorganizado.