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Quem somos

CONTEXTO

No contexto social em que vivemos e agimos, num cenário cheio de contrastes, a escola católica é desafiada a responder, mais depressa e melhor que quaisquer outras escolas, às novas e prementes necessidades de educação das crianças e jovens de hoje.

Reconhecemos que preparar para a vida, hoje, é promover o acesso a conhecimentos essenciais, o desenvolvimento de competências como o pensamento crítico, a curiosidade, a criatividade, a flexibilidade, a comunicação, a inovação e a capacidade de aprender sempre, ao longo da vida e com a vida. Queremos fazer chegar a toda a comunidade educativa valores que orientam e um modo de ser e estar pautado pelo respeito, pela justiça e pela misericórdia para com os mais vulneráveis. 

Sabemos também o quão importante será que os nossos alunos saibam gerir a incerteza, fomentar a confiança, manter o esforço, ser persistentes, no novo contexto de instabilidade permanente, de inovação e de desafios à própria humanidade de cada um.

Neste sentido, o nosso Projeto Educativo  procura o melhor modo de garantir que os alunos do nosso Colégio, sem exceção, beneficiem de uma educação de qualidade, através de metodologias e práticas educativas inovadoras capazes de ir ao encontro do mundo real e das suas trajetórias de vida, comprometendo-se sempre com o bem comum.

A Igreja Católica teve, ao longo dos séculos, um imprescindível e relevante papel na educação em todo o mundo, com numerosas e diversas instituições, servindo em distintos cenários e acumulando um grande conhecimento e sabedoria sobre este pilar essencial em qualquer sociedade. O Colégio insere-se nesta tradição e identidade e reafirma o seu compromisso em aportar o que é próprio da educação católica: formar pessoas íntegras, livres, críticas, inseridas nas suas culturas, com valores, com espírito religioso, que procurem a felicidade através de um estilo de vida sóbrio, afastado da violência, marcado pelos costumes e virtudes que lhes permitam ter projetos de vida sólidos e trabalhar solidariamente na construção da paz e do futuro da sociedade.

A Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus entrega-se à missão da educação evangelizadora desde 1877, ano em que Santa Rafaela e a sua irmã Pilar,, intuíram que a educação era a resposta válida às necessidades da sociedade e da Igreja do tempo em que viviam. As duas irmãs consideravam essencial educar com o coração com a forte convicção de que toda a pessoa que se sente verdadeiramente amada e valorizada é capaz de pôr em prática, como nenhuma outra, todas as suas capacidades e potencialidades. 

 

IDENTIDADE

História da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus

 

1850
A 1 de março de 1850, nasceu Rafaela Maria Porras y Ayllón em Pedro Abad, província de Córdova (Espanha). Era a irmã mais nova de 5 rapazes e 2 raparigas. Com apenas um dia de vida, Rafaela foi batizada. Desde cedo recebeu, dos seus pais, uma educação cristã, baseada no exemplo. Fazia parte da rotina da família visitar os doentes, levar comida e medicamentos aos mais carenciados de Pedro Abad.

 

1877
Quando tinha 19 anos, morreu a sua mãe. A irmã mais velha Dolores tinha 23. Passado algum tempo começaram a ir com os amigos ao teatro, às corridas de touros e aos bailes em Córdova, em Cádiz em Madrid. Mas não era isto que enchia o coração às duas irmãs. Então, passaram a dedicar o tempo aos mais pobres de Pedro Abad. 
Por caminhos inesperados, as duas irmãs, a 14 de abril de 1877 estabelecem em Madrid a primeira comunidade de Escravas. Num ambiente de profunda fraternidade, viviam dedicadas ao culto da Eucaristia e à educação cristã de raparigas, sobretudo às mais pobres.

 

1925
No dia 6 de janeiro de 1925, Santa Rafaela morre na casa de Roma, onde permanecera os últimos anos de sua vida. Depois de seu falecimento a Igreja compreendeu que tudo devia ser feito para que o mundo inteiro soubesse que era santa. Rafaela Maria foi canonizada no dia 23 de janeiro de 1977.

 

1933
A situação política em Espanha, a partir de 1931, caracterizou-se por fortes movimentos contra a igreja, com crescentes dificuldades para a Vida Religiosa. Por esta razão, a Congregação das Escravas mudou temporariamente várias comunidades e colégios espanhóis para Portugal, entre 1933 e 1940. 

 

1935
Ainda em 1934, a 10 de dezembro abria-se o Colégio de Lisboa, para alunas espanholas; no dia 1 de março de 1935 entrava a primeira aluna portuguesa mas foi em novembro que foi pedido o reconhecimento oficial como colégio português. Abriu-se, ainda, uma Casa de Trabalho frequentada, durante as tardes, por cerca de 50 crianças da vizinhança. As Irmãs ensinavam-lhes lavores e datilografia, davam catequese aos domingos e organizavam retiros.

 

1957
Depois de terem chegado ao Porto em 1940, as Irmãs davam aulas particulares a um pequeno número de alunas e a ensinavam lavores e catequese a outras crianças da zona. O número de alunas foi crescendo dando origem a um Colégio de Infantil e Primária, tendo sido reconhecido oficialmente em 1951. O nosso Colégio foi inaugurado a 16 de Outubro de 1957 e aqui permanece até hoje no mesmo espaço que, com o tempo e com o aumento do número de alunos, se foi ampliando.

 

2023
Hoje existem cerca de 750 irmãs Escravas, espalhadas por mais de 100 comunidades, e presentes em 24 países. De Santa Rafaela Maria recebemos a “herança” de uma forma de olhar para o mundo com esperança e misericórdia, descobrindo nele as faltas de Vida, as necessidades de reparação, as “feridas” que pedem o amor do Coração manso e humilde de Jesus.

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